Vivemos hoje em uma sociedade complexa, plural, diversa e desigual, em que o tema Educação para a Diversidade e Cidadania conduz a uma grande reflexão e a um desafio, pois somos parte integrante desta sociedade.
Como cidadãos promotores de uma política educacional, reconhecemos que a luta pelos direitos e respeito às diferenças não pode se dar de maneira isolada, mas sim, como resultados de práticas culturais, políticas, sociais e pedagógicas, que reconheçam a participação de toda sociedade extrapolando os muros escolares.
A escola deve constituir-se em um dos espaços socioculturais onde as diferenças se encontram, criando condições adequadas à formação integral do cidadão.
Este espaço tem como objetivo promover reflexões e aprendizagens sobre os temas da Educação para a Diversidade e Cidadania, contribuindo para a ressignificação da prática docente enquanto elemento potencializador da transformação do ambiente escolar e da sociedade.
Como cidadãos promotores de uma política educacional, reconhecemos que a luta pelos direitos e respeito às diferenças não pode se dar de maneira isolada, mas sim, como resultados de práticas culturais, políticas, sociais e pedagógicas, que reconheçam a participação de toda sociedade extrapolando os muros escolares.
A escola deve constituir-se em um dos espaços socioculturais onde as diferenças se encontram, criando condições adequadas à formação integral do cidadão.
Este espaço tem como objetivo promover reflexões e aprendizagens sobre os temas da Educação para a Diversidade e Cidadania, contribuindo para a ressignificação da prática docente enquanto elemento potencializador da transformação do ambiente escolar e da sociedade.
domingo, 6 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO INDÍGENA
SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO INDÍGENA
Vale destacar sobre a colocação de Heckenberger quando diz o que aparenta ser original já foi manipulado pelo homem, ele fala sobre a exploração do povo espanhol na floresta Amazônica em contato com os europeus, sendo muito importante também que nós podemos aprender muito com os indígenas sobre a gestão desta floresta.
Valadão afirma que os índios são coisas do passado, aparecem na nossa história apenas como obstáculos facilmente removíveis para que possamos estabelecer o nosso modo de vida. Vida civilizada e progressiva.
Os indígenas perderam suas identidades étnicas, pois ao ser cuidado por padres jesuítas eles acabam se identificando com a comunidade destes padres do que de sua comunidade.
Percebo a importância de respeitar a cultura de cada um, e sua diversidade, pois se perdemos o respeito podemos fazer com que este ser humano perca também a sua própria identidade étnica.
No Brasil a constituição atual não permite que os índios sejam incorporados como cidadãos, devido à eles terem outra cultura como também outra organização social e política.
No meu ponto de vista isto é exclusão, pois devemos acolhê-los, pois afinal eles fazem parte de nossa história, cultura e que devem lutar por este direito.
Vale ressaltar a importância de aprendermos a verdadeira história de nosso passado, e que muitas vezes os livros paradidáticos colocam vários equívocos sobre a história da trajetória dos índios..
Nos meados da década de 70 até o final de 80 é que a escola indígena foi aguerrida, onde lutava contra o colonialismo cultural, contra o processo pedagógico de inculcação de valores de uma civilização particular, mas que aspira a uma universidade delirante.
Aqui percebo que aos poucos os jovens indígenas aprenderam outras funções do “homem branco”, sendo considerado pelo texto como autonomia cultural, sendo influências dos professores.
Todo este processo era realizado para que os indígenas recuperassem sua autonomia na gestão das suas próprias vidas.
Hoje, sabemos que muitos jovens indígenas vão estudar nas cidades próximas de suas aldeias, e conforme o contato com outras culturas, estes indígenas acabam tento vergonha de alguns costumes de suas aldeias, e muitas vezes abandonam suas identidades para seguir a dos “homens brancos”.
É preciso refletir com nossos alunos sobre o currículo múltiplo e trabalhar esta diversidade em sala de aula, respeitando cada um como um ser único em suas diferenças.
Fonte: Texto de Sergio Augusto Domingues
SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO NO CAMPO
SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO NO CAMPO
Muitas vezes achamos que os alunos que estão situados no campo são aqueles que apresentam certas dificuldades de aprender, que todo momento dependem de uma pessoa para direcionar o que fazer.
Sabemos que a educação que chega a esta população é bem precária, restringindo somente aos conhecimentos básicos.
Sendo assim resta a esta população ser explorada como sempre ocorreu historicamente em nosso país.
Está na hora de repensarmos sobre este currículo, que possa vir atender as especificidades e diversidades de cada população e região.
Sabemos que a oferta de empregos para a cidade é bem grande, e estas pessoas, acabam deixando o campo, para viver uma ilusão nas grandes cidades.
Com isto acabam deixando sua cultura e seus valores ao migrarem para as cidades, onde segundo o texto eles permanecem marginais e excluídos.
A taxa de analfabetismo no campo é bem maior em relação ao da cidade.
É muito relevante a colocação de Saviani quando diz que a educação popular, na primeira República coincidia com o conceito de educação pública, isto é, o poder público devia oferecer a toda a população a educação elementar da escola primária.
A educação do campo em sua especificidade, não é uma realidade que tende a desaparecer, pois milhões de brasileiros vivem neste meio rural.
Segundo o Conselho Nacional de Educação ao elaborar as Diretrizes Operacionais para a Educação básica nas escolas do campo estabelece que estas diretrizes têm em vista colocar um conjunto de princípios e procedimentos que visam adequar o projeto institucional da escola do campo às Diretrizes Nacionais da Educação Básica.
Sendo assim, a educação é direito de todos e deve ser universalizada tanto na área urbana como no campo. É preciso que a população do campo seja valorizada e reconhecida como direitos humanos.
Para que tudo isto ocorra é preciso repensar sobre a educação, onde valorize e respeite a cultura e espaço de cada um, e que tenha uma educação de forma contextualizada.
É preciso garantir o direito da igualdade de condições de aprendizagem onde uma escola do campo necessita de uma educação em que haja alternância entre a formação agrícola na propriedade e a formação teórica geral na escola.
Assim, irão aprender tanto com as disciplinas básicas, como também a preparação para a vida associativa e comunitária.
Surge a partir disto uma alternativa, a Pedagogia de alternância, onde um período ele fica na escola para aprender os conhecimentos básicos e específicos e outro vai para o campo, por em prática o que aprendeu, aproximando o meio escolar do meio familiar.
Na educação no campo, o calendário de férias é diferente da escola da cidade, pois no mês de colheita é muito corrido, sendo assim o período de férias para estes alunos é agosto e setembro e não julho como na cidade, conseguindo assim atender as necessidades da família.
Cabe á nos educadores construirmos a partir disto um currículo que venha atender a todos do campo, sem discriminações e que possa respeitar a cada um em suas diferenças e vivências de modo que garanta instrumentos de convivência social, sistematizando suas aprendizagens e construindo um conhecimento pessoal e intransferível.
Fonte: Texto de Antonio Francisco Marques e Eliana Marques Zanata
EDUCAÇÃO DE POPULAÇÕES ESPECÍFICAS
EDUCAÇÃO DE POPULAÇÕES ESPECÍFICAS
Muitas vezes os alunos da EJA já vêm desmotivados para a escola ou cansados de um dia de trabalho, precisam aprender, mais o corpo não aguenta.
É preciso que estas aulas sejam estimuladoras e a professora deve utilizar de diferentes estratégias para conseguir evoluir este aluno em seu processo de ensino aprendizagem.
É preciso reconstruir a identidade pessoal, social, profissional, política e espiritual em direção a uma melhor qualidade de vida e humanização, bem como permitir a continuidade dos estudos a essas pessoas.
Concordo com a colocação de Claxton quando diz que o indivíduo que freqüenta a EJA têm todo o equipamento necessário, mas sua aprendizagem está bloqueada por uma falta de crença em si, os riscos do fracasso e da humilhação os assombram, temem não serem capazes de aprender pois “ o fato de não ter aprendido a terno momento certo” reflete mal sobre seu caráter, sua inteligência ou seu próprio valor.
Cabe ao professor trabalhar a sensibilidade com seus alunos conscientizando-os que são capazes de aprender, e que nossas atitudes irão colaborar para a conservação do planeta em que vivemos e que tudo que fazemos irá refletir mais tarde (consumo sustentável).
Para que este trabalho flua é preciso que o educador fique atento ao ambiente, se ele está propício para que estas aprendizagens ocorram, pois a partir do momento que ele é estimulador a aprendizagem acontece, o professor somente irá contextualizar o aprendido, dando oportunidades para a reflexão em grupo (social).
Fonte: Texto de Antonio Francisco Marques e Eliana Marques Zanata
CONVIVÊNCIA NA DIVERSIDADE
CONVIVÊNCIA NA DIVERSIDADE
Como conviver respeitando as diferenças culturais num país com tantas desigualdades econômicas que dão origem as diferenças sociais?
Nos dias de hoje para muitas pessoas a educação inclusiva está ainda relacionada somente com a pessoa portadora de deficiência e que sabemos que não é essa visão/ conceito.
O que os educadores precisam de uma maneira geral é discutir, refletir com seus alunos sobre esta problemática valorizando a diversidade humana em seu sentido amplo.
É preciso que as escolas implantem uma cultura de respeito às diferenças, à dignidade humana em todas as pessoas.
Devemos transformar a Unidade Escolar em um ambiente que valorize a pluralidade cultural, vivenciando o diálogo, às práticas de justiça, respeito mútuo e solidariedade, reconhecendo o outro com o seu modo peculiar de ser.
Também é importante que o educador introduza em suas práticas em sala de aula o diálogo, o respeito a posições contrárias dando voz ao grupo para que possam falar como também ser ouvidas, pois todo este contexto também faz parte do processo ensino-aprendizagem.
Neste diálogo é importante também ter conflitos de modo que os alunos possam aprender a conviver nas relações de um jogo sem partir para a violência e outros comportamentos.
Muitas vezes os educadores sentem-se desmotivados com a sua turma e os educando descontentes com seu educador, esta situação não pode florescer no ambiente escolar, pois pode gerar violência escolar impedindo o educador de exercer sua função profissional de educar por isso é necessário que tenha o diálogo recíproco entre educador e educando, com respeito e afetividade.
É necessário que o educador incentive seus alunos a falar sobre suas vidas, experiências e angústias, pois isto aumenta a auto-estima e valoriza o trabalho em grupo.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL
DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL
Apesar do processo de globalização, que busca a mundialização do espaço geográfico, tentando através dos meios de comunicação criar uma sociedade homogênea, aspectos locais continuam fortemente presentes. A cultura é um desses aspectos, várias comunidades continuam mantendo seus costumes e tradições.
O Brasil, por apresentar uma grande dimensão territorial, configura uma vasta diversidade cultural no seu povo. Os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos foram os primeiros responsáveis pela disseminação cultural no Brasil. Em seguida, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, árabes, entre outros, contribuíram para a diversidade cultural do Brasil.
Aspectos como a culinária, danças, religião, são elementos que integram a cultura de um povo.
As regiões brasileiras apresentam diferentes peculiaridades culturais.
No Nordeste, a cultura é representada através de danças e festas como o bumba meu boi, maracatu, caboclinhos, carnaval, ciranda, coco, reisado, frevo, cavalhada e capoeira. A culinária típica é representada pelo sarapatel, buchada de bode, peixes e frutos do mar, arroz doce, bolo de fubá cozido, bolo de massa de mandioca, broa de milho verde, pamonha, cocada, tapioca, pé de moleque, entre tantos outros. A cultura nordestina também está presente no artesanato de rendas.
Capoeira
O Brasil, por apresentar uma grande dimensão territorial, configura uma vasta diversidade cultural no seu povo. Os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos foram os primeiros responsáveis pela disseminação cultural no Brasil. Em seguida, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, árabes, entre outros, contribuíram para a diversidade cultural do Brasil.
Aspectos como a culinária, danças, religião, são elementos que integram a cultura de um povo.
As regiões brasileiras apresentam diferentes peculiaridades culturais.
No Nordeste, a cultura é representada através de danças e festas como o bumba meu boi, maracatu, caboclinhos, carnaval, ciranda, coco, reisado, frevo, cavalhada e capoeira. A culinária típica é representada pelo sarapatel, buchada de bode, peixes e frutos do mar, arroz doce, bolo de fubá cozido, bolo de massa de mandioca, broa de milho verde, pamonha, cocada, tapioca, pé de moleque, entre tantos outros. A cultura nordestina também está presente no artesanato de rendas.
Capoeira
O Centro-oeste brasileiro tem sua cultura representada pelas Cavalhadas e Procissão do Fogaréu, no Estado de Goiás, o Cururu em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A culinária é de origem indígena, e recebe forte influência da culinária mineira e paulista. Os pratos principais são: galinhada com pequi e guariroba, empadão goiano, pamonha, angu, cural, os peixes do Pantanal - como o Pintado, Pacu e Dourado.Cavalhadas em Pirenópolis (GO)
As representações culturais no Norte do Brasil estão nas festas populares como o Círio de Nazaré, Festival de Paratins a maior festa do boi-bumbá do país. A culinária apresenta uma grande herança indígena, baseada na mandioca e em peixes. Pratos como otacacá, pirarucu de casaca, pato no tucupi, picadinho de jacaré, mussarela de búfala. As frutas típicas são: cupuaçu, bacuri, açaí, taperebá, graviola, buriti.
Festival de Paratins (AM)
No Sudeste, várias festas populares de cunho religioso são celebradas no interior da região. Festa do Divino, festejos da Páscoa e dos santos padroeiros, com destaque para a peregrinação a Aparecida (SP), congada, cavalhadas em Minas Gerais, bumba meu boi, carnaval, peão de boiadeiro. A culinária é muito diversificada, os principais pratos são: queijo minas, pão de queijo, feijão tropeiro, tutu de feijão, moqueca capixaba, feijoada, farofa, pirão, etc.
Feijoada
O Sul apresenta aspectos culturais dos imigrantes portugueses, espanhóis e, principalmente, alemães e italianos. Algumas cidades ainda celebram as tradições dos antepassados em festas típicas, como a Festa da Uva (cultura italiana) e a Oktoberfest (cultura alemã), o fandango de influência portuguesa e espanhola, pau de fita e congada. Na culinária estão presentes: churrasco, chimarrão, camarão, pirão de peixe, marreco assado, barreado (cozido de carne em uma panela de barro), vinho.
Fonte: Equipe Brasil Escola
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